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Ceia mais cara: Como as famílias brasileiras podem driblar os aumentos

Ceia mais cara: Como as famílias brasileiras podem driblar os aumentos

06/12/2023 às 22h25
Por: Cleyber Carlos
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Foto: Reprodução
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Faltam menos de 20 dias para o Natal e para quem ainda não se programou para a ceia é bom preparar o bolso, produtos tradicionais na mesa dos brasileiros para celebrar a data subiram 8% em relação ao ano de 2022, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  Alguns itens comuns durante as festas de fim de ano puxam essa alta com o aumento na casa dos dois dígitos, é o caso do bacalhau (15,65%), do peru (15,82%) e de frutas, como o morango (27,36%) e o pêssego (13,23%), mas, para Leandro Rosadas, economista e especialista em gestão de supermercados analisa que “o azeite merece atenção especial, com um aumento expressivo de 35,70%, destaca-se como o 'grande vilão' desta temporada. A significativa variação nos preços desses elementos-chave resultou em um impacto direto na cesta natalina, cujo custo médio subiu de R$383,80 para R$413,53".

A educadora financeira Aline Soaper alerta que a tendência é que os preços continuem subindo. "Os preços costumam a aumentar com a proximidade da data porque a maioria das pessoas deixa as compras para última hora. Em compensação após a celebração do Ano Novo o comércio faz promoções. Para não pagar mais caro, o ideal é se preparar e comprar com um pouco de antecedência, não deixar para a semana do Natal", adverte a educadora financeira e idealizadora do Instituto Soaper.

A ceia de Natal é tradicional no mundo todo e no Brasil não é diferente. Uma refeição especial requer preparo na cozinha e no bolso. “Mesmo diante da alta dos preços, nem tudo está perdido, o queijo parmesão teve redução de 11,22%, e as carnes vermelhas, como filé mignon (-11,22%) e pernil (-10,41%), também apresentaram queda de preços em relação ao ano passado, conforme mostrou a pesquisa (Fipe). São oportunidades positivas para ajustes na ceia de Natal, mantendo a qualidade sem impactar excessivamente o orçamento das famílias", ressalta Rosadas.

Para quem não renuncia a uma ceia farta com os tradicionais itens de Natal precisa definir um valor fixo a ser gasto. "Esse valor precisa ser definido com base na realidade de cada família e dividido pela quantidade de pessoas que estarão no tradicional jantar. Além disso, é fundamental evitar os parcelamentos, porque eles podem se acumular com outros que já foram feitos anteriormente”, explica Aline Soaper.

Outra dica da educadora financeira é pesquisar e usar a criatividade na hora das compras. “Para quem está com um orçamento apertado, trocar as marcas mais famosas por outras que estão chegando no mercado, com preços mais acessíveis, é uma boa forma de economizar”, aconselha a educadora financeira.

“Escolha os alimentos da estação, divida a responsabilidade da ceia com outras pessoas da família e não desperdice”, indica a educadora financeira diante do aumento dos preços. No caso do bacalhau, a sugestão é usar a criatividade e recorrer a outras receitas, utilizando outros tipos de peixes. “O importante é celebrar a data com união da família e a consciência financeira”, aconselha Aline.

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