

É importante a gente colocar a palavra neutralidade. Esse projeto não aumenta um centavo na renda do governo. O que vai aumentar são algumas centenas de reais no bolso do povo pobre, para que ele volte a ser mais cidadão do que é hoje” Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da RepúblicaSegundo Lula, a justiça tributária é simples de falar mas, muitas vezes, difícil de alcançar. Com isso em mente, explicou, o Governo Federal trabalhou para produzir um texto pautado na redução de desigualdades conjugado com neutralidade fiscal. “É importante a gente colocar a palavra neutralidade. Esse projeto não aumenta um centavo na renda do governo. O que vai aumentar são algumas centenas de reais no bolso do povo pobre, para que ele volte a ser mais cidadão do que é hoje”, afirmou o presidente.
Hugo Motta classificou o projeto como oportunidade para corrigir uma distorção histórica do país. “O senhor traz uma medida muito justa para quem mais precisa. É uma correção de injustiça tributária. Muitas vezes quem tem menos é quem paga mais, e o Congresso precisa discutir isso. Quero dizer que a Câmara dos Deputados, e tenho certeza que o Senado também, terão a sensibilidade necessária para tratar um tema tão caro, principalmente para quem mais precisa”, frisou.
Atualmente, estão isentos do Imposto de Renda aqueles que têm renda mensal de até R$ 2.824. A proposta apresentada praticamente dobra essa faixa mínima. Além disso, o texto prevê desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Segundo a Receita Federal, 90% dos brasileiros que pagam Imposto de Renda (90 milhões de cidadãos) estarão na faixa da isenção total ou parcial e 65% dos declarantes do IRPF (mais de 26 milhões) serão totalmente isentos.
JUSTIÇA SOCIAL – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que detalhou a proposta no evento, enfatizou que a principal busca conceitual foi por justiça social e tributária. “Nós focamos em quem não paga imposto, ou quem paga muito pouco, que está entre os 0,2% mais ricos da sociedade. Não estamos falando de 10% da população. Estamos falando de um quinto de 1% da população afetado por esse projeto, num patamar absolutamente condizente com aquilo que paga um trabalhador comum, um professor universitário, uma enfermeira, como milhões que acordam cedo ou dormem tarde e têm deduzido do Imposto de Renda a contribuição para o fundo público, para financiar saúde, educação”, ressaltou Haddad.
RODA DA ECONOMIA – O projeto de lei é uma promessa de campanha do presidente Lula com potencial de resultar em mais dinheiro em circulação e no fortalecimento do crescimento do país, como enfatizou a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). “Essa renda em circulação significa crescimento da economia, significa a roda da economia girar”, resumiu.
Nós focamos em quem não paga imposto, ou quem paga muito pouco. Não estamos falando de 10% da população. Estamos falando de um quinto de 1% da população afetado por esse projeto, num patamar absolutamente condizente com aquilo que paga um trabalhador comum"
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Resumo do que prevê o projeto de lei enviado nesta terça pelo Governo Federal ao Congresso
Fonte: SECOM P/R Foto: Ricardo Stuckert / PR
Mín. 19° Máx. 30°





