

PRESENÇA IN LOCO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou no Estado na primeira de suas muitas visitas no período no dia 2 de maio, acompanhou de perto a situação e garantiu que não faltariam recursos federais para o enfrentamento à tragédia. Portaria publicada no Diário Oficial da União, na mesma data, reconheceu a calamidade pública do Estado e, ao longo das semanas seguintes, 336 municípios tiveram a situação reconhecida. A medida facilitou a liberação de recursos para ações de defesa civil, assistência humanitária e restabelecimento de serviços. Integrantes de diferentes ministérios, inclusive os titulares das pastas, foram enviados ao estado, realizaram visitas técnicas, participaram de salas de situação e plantões de atendimento à população, em articulação com outros Poderes e instituições.
3,6 MIL HORAS DE VOO - Foram mais de 3,6 mil horas de voo para resgate, busca e restabelecimento das condições dos locais afetados.32 MIL TONELADAS DE DOAÇÕES - Doações enviadas de todas as partes do Brasil e por outras nações foram transportadas pelas forças federais nacionais, por via aérea, terrestre e marítima, totalizando 32 mil toneladas.
APOIO FIXO - Para acompanhar de perto as ações, o Governo criou a Secretaria Extraordinária da Presidência da República para apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul e organizou uma grande força-tarefa in loco, além de inaugurar um escritório de monitoramento em Porto Alegre. Medidas institucionais garantindo a prorrogação de prazos, simplificação de regras e disponibilização de recursos também foram editadas.
SAÚDE - Hospitais de campanha, com profissionais da Força Nacional do SUS, foram instalados para garantir o atendimento de diversas especialidades de saúde em vários municípios gaúchos. Envio de medicamentos, vacinas e insumos garantiram a assistência emergencial e a retomada dos serviços.15,6 BILHÕES EM APOIO ÀS FAMÍLIAS - Os recursos federais utilizados em ações voltadas ao cuidado com as pessoas totalizaram R$ 15,6 bilhões. Mais de 420 mil famílias afetadas pelo desastre foram habilitadas e receberam o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 5,1 mil, destinado a quem perdeu parte ou todos os bens e residia nas áreas atingidas pelas enchentes. Além disso, o Governo Federal antecipou o pagamento de benefícios como o Abono Salarial, Bolsa-Família, FGTS, Benefício da Prestação Continuada (BPC), benefícios previdenciários e a restituição do Imposto de Renda.
2 MIL FAMÍLIAS JÁ CONTEMPLADAS - Até o momento, cerca de 2 mil famílias já foram contempladas com novas moradias: 1.850 já foram entregues, das quais 1.483 são resultado de aquisição assistida e 367 unidades, que estavam em obras, foram aceleradas para atender as famílias. Ainda pelo Compra Assistida, outras 544 unidades estão em fase final de contratação. Além disso, 2.200 moradias do programa estão disponíveis para escolha das famílias habilitadas.
CONSTRUÇÃO - A construção de novas moradias compreende, em especial, famílias das faixas 1 e 2 do MCMV, com renda de até R$ 4,7 mil, que perderam as residências nas enchentes. Já foram viabilizadas, até o momento, 11.500 novas moradias em empreendimentos em áreas urbanas (MCMV-FAR); 2.000 casas em áreas rurais (MCMV-Rural) e 1.332 para municípios com menor número de casas destruídas (MCMV- FNHIS).SUSPENSÃO DA DÍVIDA - Para dar melhores condições ao Governo do Estado de realizar os investimentos necessários para a reconstrução do Rio Grande do Sul, o Governo Federal suspendeu, por 3 anos, o pagamento da dívida do Estado com a União e isentou a incidência de juros nesse período.
ESTIMATIVA SUPERADA - A estimativa do Governo Federal à época era de que R$ 11 bilhões em parcelas da dívida deixariam de ser pagos à União no período e R$ 12 bilhões seriam perdoados com a isenção de juros. Estimativas atualizadas apontam que, em vez dos R$ 12 bilhões inicialmente estimados, R$ 18,9 bilhões serão perdoados pela União da dívida estadual com a isenção dos juros no período, mais um reforço ao caixa do governo do Estado.FUNDO EXCLUSIVO - Para assegurar que os recursos fossem revertidos em investimentos para a reconstrução, a lei enviada pelo Governo Federal determinou que os recursos não pagos pelo Estado fossem depositados em um fundo exclusivo para a reconstrução do Rio Grande do Sul, gerido pelo governo do Estado. Estimativas atualizadas apontam que o Fundo do Plano Rio Grande (FUNRIGS) terá, ao fim de 2027, R$ 14,4 bilhões para que o governo local faça os investimentos necessários para recuperar a infraestrutura destruída e realizar projetos complementares aos que o Governo Federal tem feito para cuidar do povo gaúcho.
37 BILHÕES EM CRÉDITOS - A concessão de créditos subsidiados para agricultores e empresários, a prorrogação e suspensão de tributos sobre empresas, a reserva de valores como garantia para operações de créditos municipais e outros apoios financeiros totalizaram um montante de R$ 37 bilhões. Dentre essas medidas esteve o pagamento de um salário-mínimo, durante dois meses, para que as empresas mantivessem contratos de 112,7 mil trabalhadores.
AÇÕES ESTRUTURANTES - Cerca de R$ 6,5 bilhões foram aportados, em dezembro de 2024, para o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação à Eventos Climáticos Extremos (FIRECE), criado para financiar obras estruturantes de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, como diques, canais, sistemas de proteção e drenagem, galerias pluviais e estações de bombeamento. Os recursos foram liberados para uso em projetos definidos em conjunto pelos governos Federal e Estadual, e os pagamentos serão realizados diretamente aos fornecedores, a partir da demonstração da execução das obras e serviços, de acordo com as diretrizes do Fundo.PARA QUE NÃO SE REPITA - Dentre as medidas de médio e longo prazo, o Governo Federal iniciou o recebimento de contribuições e estudos visando uma visão sistêmica e o apontamento de soluções consistentes e integradas diante dessas novas realidades. Especialistas em recursos hídricos foram ouvidos com o intuito de se apontar medidas estruturantes que garantam prevenção e segurança às populações de áreas de risco.
Fonte: SECOM P/R Fotos: Ricardo Stuckert / PR, Min. Saúde / Marinha do Brasil
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