
35 anos de atraso: regulamentação da licença paternidade vem sendo demandada pela sociedade civil desde 1988
Na última sexta-feira (29), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para reconhecer que o Congresso Nacional está sendo omisso ao não regulamentar a licença-paternidade. Este é um marco importante para a igualdade de gênero e a conciliação entre carreira e parentalidade no Brasil. Agora, a discussão é: como essa decisão afetará as políticas de licença-paternidade no país?
Contexto:
A "Coalizão Licença-Paternidade" foi criada a partir de um grupo de trabalho liderado pela deputada federal Tabata Amaral, e veio para construir uma narrativa e uma proposta que possam ser apresentadas à Câmara dos Deputados, para a aprovação de uma regulamentação da licença paternidade, que vem sendo demandada pela sociedade civil há 35 anos. A Coalizão busca eliminar o viés na contratação de mulheres relacionado à possibilidade de gravidez, algo que prejudica a entrada das mulheres no mercado de trabalho. O ideal almejado pela comissão é a equiparação das licenças parentais.
Além disso, a Coalizão defende que a equiparação das licenças parentais contribui para eliminar estereótipos de gênero, reduzir a desigualdade salarial entre homens e mulheres, aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança e promover a equidade de gênero. Também destaca os benefícios para as crianças, que teriam a presença integral de suas figuras parentais nos primeiros meses de vida.
A Filhos no Currículo, além de atuar como uma das vozes ativas da coalização, também mobiliza a esfera privada no paralelo, oferecendo Programas de Paternidade e suporte consultivo na implementação de licenças parentais para empresas em diferentes estágios de maturidade na pauta. Afinal, para solicificar o sucesso da regulamentação da licença paternidade estendida, é preciso solidificar uma cultura de bem-estar parental para desafiar e superar o modelo patriarcal e sexista que ainda persiste em nossa sociedade.
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